
O amor não se celebra apenas uma vez.
Celebra-se todos os dias — e algumas vezes,
um único momento, torna-se eterno.


Criar harmonia, beleza e profundidade
É no equilíbrio
entre emoção e estrutura
que nasce uma
cerimónia memorável.
Sempre acreditei que as palavras têm poder — poder de curar, de unir, de transformar um momento comum num portal para o sagrado.
Quando conduzo uma cerimónia, estou a criar um espaço. Um espaço onde o tempo abranda. Onde duas pessoas podem dizer "sim" sem pressa, sem distração, apenas presença pura. Onde os convidados deixam de ser espetadores e tornam-se testemunhas de algo verdadeiro.
"Há gestos que não se apagam.
Palavras que ecoam para sempre.
Olhares que mudam a direção de uma vida inteira."
sobre a essência das cerimónias



"Amar não é olhar um para o outro.
É olhar juntos na mesma direção."
— Antoine de Saint-Exupéry
Lembro-me de uma cerimónia numa praia no Algarve. O vento estava forte, o sol a pôr-se, e eu comecei a falar. A certa altura, o noivo começou a chorar. E não parou. Chorou durante a cerimónia inteira — não de tristeza, mas de uma emoção tão grande que precisava de sair. No final, abraçou-me e disse: "Obrigado. Nunca ninguém tinha colocado em palavras o que eu sentia por ela."
É para isto que existo. Para dar voz ao que muitas vezes não sabemos dizer. Para transformar sentimentos em ritual. Para criar momentos onde o amor é celebrado na sua forma mais pura, mais honesta, mais humana.


Quando me perguntam o que faço, não digo "sou celebrante". Digo: "ajudo pessoas a celebrar o amor de forma verdadeira".
Porque celebrar não é apenas dizer palavras bonitas. É criar um momento de presença absoluta num mundo que nos ensina a estar sempre distraídos. É fazer com que, durante 20 ou 30 minutos, nada mais exista além daquele casal, daquele compromisso, daquela escolha. Trabalho com rituais simbólicos quando fazem sentido: cerimónia da areia, das velas, do vinho. Mas nunca imponho. Nunca faço algo "porque é bonito". Faço porque tem significado. Porque vem da história do casal. Porque toca fundo. E quando uma cerimónia toca fundo, todos sentem. Os pais choram. Os amigos riem. Os avós suspiram. E o casal... o casal vive um momento que nunca mais esquecerá.

"O amor é a única coisa que cresce quando se reparte."
— Antoine de Saint-Exupéry
Às vezes, no meio de uma cerimónia, sinto uma espécie de silêncio sagrado. Como se o mundo inteiro tivesse parado para ouvir. Os pássaros, o vento, até as árvores parecem estar atentas.
É nesses momentos que sei: estou a fazer exactamente o que vim fazer a este mundo.
Não escolhi esta profissão por acaso. Escolhi-a porque acredito, profundamente, que os rituais são necessários. Que precisamos de momentos onde paramos, respiramos, e dizemos em voz alta o que sentimos. Onde honramos as passagens da vida. Onde celebramos o amor — não como uma ideia abstracta, mas como uma escolha diária, concreta, corajosa.
E quando vejo um casal a trocar os votos, a olharem-se nos olhos, a tremerem de emoção... sei que estou exactamente onde devo estar.


"Que nada nos defina.
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja a nossa própria substância."
— Simone de Beauvoir

Aprendi, ao longo destes anos, que cada casal tem o seu ritmo. Alguns precisam de rir. Outros de chorar. Alguns querem uma cerimónia curta e intensa. Outros querem tempo para saborear cada palavra. Não existe uma fórmula. Não existe "a cerimónia perfeita". Existe apenas a cerimónia certa para vocês. E o meu trabalho é descobrir qual é. Escutar. Sentir. Criar. E no dia, estar presente — completamente presente — para conduzir esse momento da forma mais bela, mais verdadeira, mais profunda possível. Porque no final, o que fica não são as flores, nem a decoração, nem o vestido. O que fica são as palavras. Os olhares. Os silêncios. Os arrepios. E se, anos depois, recordarem a vossa cerimónia e sentirem o coração apertar — então fiz bem o meu trabalho.

Celebro porque acredito.
Acredito porque sinto.
E sinto, em cada cerimónia,
que o amor é a única coisa
que vale a pena celebrar.

Se procuram uma cerimónia verdadeira, profunda, e "à vossa medida",
estou aqui.